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29 de Abril na WWII...
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Autor:  Shinke [ 29 Abr 2008 10:28 ]
Título:  29 de Abril na WWII...

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- Dia em que a A wehrmacht rende-se incondicionalmente aos aliados na Itália.

A Wehrmacht englobava o Exército (Heer), Marinha de Guerra (Kriegsmarine) , Força Aérea (Luftwaffe) e tropas das Waffen-SS

- Dia do Casamento de Eva Braun e Adolfinho...

"Em 1945, Eva Braun seguiu o Füher para o Führerbunker onde, no dia 29 de Abril daquele ano, ele a desposou. Eva estava tão animada que, na hora de assinar a certidão de casamento, ela se esqueceu e começou "Eva B...", logo corrigindo para "Frau Eva Hitler".
Um dia depois, no dia 30 de Abril, Adolf Hitler matou-se com um tiro na têmpora direita. Eva o seguiu no suicídio, bebendo cianeto. Tinha 33 anos. Os seus corpos foram queimados com gasolina, por outros individuos presentes na Chancelaria. Mais tarde, soldados soviéticos recuperaram os seus restos mortais, que foram depois exumados e dispersados.
"

- No dia 29 de abril de 1945, soldados americanos libertaram os 70.000 prisioneiros que restavam no campo de concentração de Dachau.
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"Eu tinha a sensação de ter que pedir desculpas ao nosso cachorro, pelo fato de pertencermos à raça humana. Quanto mais adentrávamos o campo de concentração e víamos os esqueletos revestidos de pele e as instalações características do campo de extermínio, tanto mais eu me sentia inferior ao cachorro, porque, como pessoa, eu pertencia à raça responsável por Dachau".

Desta maneira, o rabino militar norte-americano Eli Bohnen descreveu, em suas memórias, a libertação do campo de concentração de Dachau, no dia 29 de abril de 1945. Dachau foi o primeiro campo de concentração construído logo após a tomada do poder por Adolf Hitler, em 1933. Inicialmente, serviu de prisão para os adversários políticos do novo regime. Em Dachau, foi testado e desenvolvido o sistema de terror nazista. Foi o laboratório de experiências da SS, a tropa de elite nazista, chefiada por Heinrich Himmler.

fonte:dw-world.de

Autor:  38_Soares [ 29 Abr 2008 12:02 ]
Título: 

S!

ÚLTIMO TIRO DE ARTILHARIA
E A RENDIÇÃO INCONDICIONAL ALEMÃ

O 1º/2º Regimento de Obuses 105 Auto-rebocado (1º/2º RO 105 Au R - "III Grupo da Força Expedicionária Brasileira - Grupo Souza Carvalho", atual 20º Grupo de Artilharia de Campanha Leve), permanecia acantonado em Bibbiano quando, à 01h00 de 28 de abril, chegou o chefe da 2ª Seção do Estado-Maior da Artilharia Divisionária da Força Expedicionária Brasileira (FEB), major Antônio de Mendonça Molina, com a ordem para que o III Grupo 105 "enviasse uma bateria em apoio ao I Batalhão do 6° Regimento de Infantaria (RI), que seria empregado contra a tropa alemã em movimento para o Norte, na região de Collecchio - Fornovo di Taro (a 60 km de Bibbiano)."

O comandante do grupo, tenente-coronel Souza Carvalho, designou a 2ª Bateria, sob o comando do capitão Valmiki Erichsen, para cumprir essa missão. A bateria foi acionada de imediato e aprestados os obuseiros para a marcha. O deslocamento foi realizado com muita cautela. Às 07h00, a 2ª Bateria alcançou Collecchio, depois de passar por Parma. Próximo dela estava o 6° RI. Informes dos italianos diziam que os alemães haviam retraído dois a três km para o sul de Collecchio, na noite anterior.

COMBATE DE COLLECCHIO – FORNOVO DI TARO

O capitão Valmiki apresentou-se ao comandante do 6° RI (atual 6º Batalhão de Infantaria Leve), coronel Nelson de Mello, que tinha enviado um ultimato de rendição incondicional.

Decidida a ocupação de posição das quatro peças nas proximidades da "posição de espera", foi a bateria apontada para a direção geral 4.000 milésimos, correspondente ao eixo de marcha do 1º Btl/6° RI.

A partir das 13h00, o Batalhão Gross do 6º RI iniciou a marcha ao encontro dos alemães.

Até as 16h00, nenhuma ligação fora estabelecida com a 2ª Bateria, em sua posição de tiro, pelos observadores avançados, dada a impossibilidade da observação terrestre durante a progressão através dos densos bosques da área. Às 16h00, o tenente-coronel Souza Carvalho chegou à linha de fogo e determinou ao tenente Raposo que transmitisse aos observadores avançados ordem para realizarem tiros sobre a localidade de Gaiano.

Com a noite recrudesceu o combate, progredindo o Batalhão Gross com muita dificuldade devido à tenaz resistência alemã. A tropa brasileira empregava, nos seus ataques, morteiros, metralhadoras, lança-rojões, tudo de que dispunha. E os alemães contra-atacavam, inclusive apoiados por metralhadoras antiaéreas de 20 mm, cujos projéteis traçantes riscavam o ar no rumo de nossa tropa.

Foram selecionadas como objetivos as localidades de Segalara e Gaiano, onde o escalão superior informava haver concentrações de tropa alemã. Os tiros realizados pela bateria sobre Segalara, em forma de rajada, foram muito oportunos e eficazes, de grande efeito moral para a nossa Infantaria.

Dois problemas passaram a preocupar o tenente Raposo: a partir das 20h00 percebeu-se a escassez de munição e os indícios de que patrulhas inimigas estariam se aproximando da posição ocupada pela nossa Artilharia. Foi designado o sargento Pedrozelli para trazer o máximo de munição, do acantonamento de Bibbiano, no menor tempo possível. Missão exemplarmente cumprida, apesar dos grandes obstáculos que encontrou.

A segurança imediata da linha de fogo contra a provável incursão de patrulhas alemãs foi providenciada com as medidas tomadas para a defesa da posição pelo tenente Marcel Padilha, que acabara de chegar de Bibbiano. Distribuíram-se as metralhadoras e os lança-rojões disponíveis, e foram colocadas sentinelas móveis para bloquear os acessos à linha de fogo pelos flancos da posição.

RENDIÇÃO INCONDICIONAL


Às 22:00hs. aproximadamente, três parlamentários alemães, comandados pelo chefe do Estado-Maior da 148ª Divisão de Infantaria (148ª DI), major W. Kuhn, cruzaram as linhas brasileiras, na região de Gaiano. Conduzidos à presença do coronel Nelson de Mello, declararam-se autorizados pelo comandante da 148ª DI, general Otto Fretter Pico, a negociar a rendição. O major Kuhn declarou que a tropa alemã compreendia a 148ª DI e remanescentes da Divisão Bersaglieri Itália e da 90ª Divisão Panzer, totalizando cerca de 16.000 homens, 4.000 animais e 2.500 viaturas, das quais 1.000 motorizadas. Aproximadamente 800 feridos aguardavam socorros urgentes.

Diante da importância do fato, o coronel Nelson de Mello dirigiu-se ao comandante da FEB, general Mascarenhas de Moraes, que designou os coronéis Brayner e Castello Branco para o encaminhamento das negociações em termos incondicionais.
Reiniciados os entendimentos, ficou estabelecido que a Artilharia brasileira cessaria fogo no dia 29 de abril e que as unidades alemãs se apresentariam aos postos de coleta de prisioneiros, organizados em Pontescodogna e Segalara.

Tendo como comandante da linha de fogo da 2ª Bateria do III Grupo da FEB, "Grupo Souza Carvalho", o tenente Amerino Raposo, as peças a cargo dos sargentos Joaquim Matheus e Luiz Pedrozzelli executaram a última rajada da Artilharia brasileira em campos da Itália à 01h45 de 29 de abril de 1945.

Às 18h30, apresentou-se o comandante da Divisão italiana, general Mario Carloni. O general Zenóbio da Costa foi designado para escoltá-lo até Florença. O último militar a se apresentar, ao anoitecer do dia 30 de abril, foi o comandante da 148ª DI, general Otto Fretter Pico.
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O comandante da Força Expedicionária Brasileira, marechal Mascarenhas de Moraes assim se expressou a respeito desse acontecimento: "A manobra de Collecchio/Fornovo, com o aprisionamento da vanguarda e cerco do grosso adversário, resultou do esforço obstinado dos brasileiros, eficazmente aproveitado pela grande velocidade de marcha proporcionada pelo transporte motorizado da Infantaria realizado pelas viaturas da Artilharia. O inimigo dispunha de copiosos meios em pessoal, armamento e munição. A tropa era de escol:quase todos os chefes de maior graduação e inúmeros oficiais traziam no punho esquerdo o distintivo do Afrika Korps, comandado pelo célebre Vonn Rommel em território africano. Possuíam disciplina e preparo técnico. Apesar disso, capitularam, porque a Divisão brasileira não lhes deixou outra alternativa.O Exército Brasileiro mostrou-se digno do seu passado e à altura, concorrendo brilhantemente para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar na reconstrução do mundo".

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Rendição da 148ª DI alemã
Foto enviada pelo Sr. Mário Pereira,
Administrador do Monumento Votivo Militar
Brasileiro em Pistoia - Itália


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Rendição da 148ª DI alemã
Foto enviada pelo Sr. Mário Pereira,
Administrador do Monumento Votivo Militar
Brasileiro em Pistoia - Itália

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Rendição da 148ª DI alemã
Foto enviada pelo Sr. Mário Pereira,
Administrador do Monumento Votivo Militar
Brasileiro em Pistoia - Itália

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Rendição da 148ª DI alemã - Entraga dos fuzis
Foto enviada pelo Sr. Mário Pereira,
Administrador do Monumento Votivo Militar
Brasileiro em Pistoia - Itália


Fonte: www.anvfeb.com.br

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